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Mostrando postagens de junho, 2016

Ninguém lembra do que foi normal.

C ometa bobagens. Não pense demais porque o  pensamento mudou assim que se pensou. Cometa  bobagens. Dispute uma corrida com o silêncio. Não  há anjo a salvar os ouvidos, não há semideus a  cerrar a boca para que o seu futuro do passado não  seja ressentimento. Não seja séria(o): a seriedade é  duvidosa; seja alegre; a alegria é interrogativa.  Quem ri devolve o ar que respira.  Seja imprudente  porque, quando se anda em linha reta, não há  história pra contar. Não espere as segundas intenções  para chegar às primeiras. Ligue sem motivo para o  amigo, leia o livro sem procurar coerência, ame sem  pedir contrato, esqueça de ser o que os outros  esperam, para ser os outros em você.  Alterne a respiração com um beijo. Solte palavrão  para valorizar depois cada palavra de afeto. Complique  o que é muito simples. Cometa bobagens. Ninguém  lembra do que foi normal. Que as suas lembranças  não sejam o que ficou por dizer. Fabricio Carpinejar     Arte:  Giuseppe Mariotti